Entrevista com a autora Marina Machado

Entrevista com a autora Marina Machado

Boa noite!

Para fechar o ano com chave de ouro teremos um trio de entrevistas.

Trago a última hoje, com a autora Marina Machado!!!

Entrevista:

1) Quais foram suas motivações para tornar-se um escritor?

R: A minha maior motivação é a sensação que sinto ao escrever. Escrever para mim é diversão. É gostoso criar um pequeno universo e se sentir parte dele. Gosto das passagens engraçadas que me fazem rir ou das dramáticas que me emocionam. Eu me divirto muito!

2) Sobre o que você mais gosta de escrever?

R: Gosto de escrever sobre amor e humor. Penso que são complementares e imprescindíveis para tornar qualquer relacionamento cada vez mais leve.

3) Como surgem as histórias e os personagens?

R: É importante seguir um roteiro para criar um personagem bem construído e crível. O contexto em geral surge de fatos cotidiano, da vida real e muita imaginação. No caso de ficção, não copiamos ninguém da vida real, mas é claro que tem pessoas que nos inspiram durante o processo criativo e evolução do personagem.

4) Você cria uma rotina para a escrita?

R: Gosto de escrever a noite, porque é o momento do dia que a casa está em silêncio e consigo ouvir minha mente inquieta (rsrs). Tento dedicar pelo menos 1 hora por dia.

5) Sua literatura tem a influência de algum escritor/poeta?

R: Luis Fernando Veríssimo, Ernest Hemingway e Machado de Assis.

6) Durante o processo de criação ou na preparação, você tem algum costume ou hábito?

R: Primeira coisa que faço antes de começar a escrever é fazer um roteiro. É importante caracterizar personagens, época e local em que se desenvolverá a história, narrador, mensagem para o leitor etc… Para isso utilizo carderninhos, post-it…

7) Quanto a suas obras, tem alguma que considere “a mais difícil” para ser escrita?

R: O romance por ser mais longo considero mais trabalhoso. Tenho somente um romance (Uma janela para o céu) e um conto (As fases da lua) que foram publicados.

8) Qual a importância da literatura em sua vida, na vida das outras pessoas? Ela pode influenciar uma nação?

R: A leitura pode influenciar positivamente a vida das pessoas, além de proporcionar diversas experiências, ajuda também na interpretação de mundo e comunicação em geral. A literatura é importante para um processo de transformação do sujeito em um cidadão capaz de fazer análise crítica do mundo ao seu redor.

 

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Um pouco mais sobre Marina Machado:

Marina nasceu em Araxá/MG. Formada em Direito. Autora de Uma janela para o céu, publicado em 2017 pela Editora Novo Século e do conto As fases da lua publicado na Amazon em 2018. Atualmente, mora em Goiânia e está escrevendo o segundo romance ainda sem data de publicação.

Entrevista com a autora Cecilia Mouta

Entrevista com a autora Cecilia Mouta

Boa noite!

Para fechar o ano com chave de ouro teremos um trio de entrevistas.

E segunda delas é com a Autora Cecilia Mouta.

Então, vamos lá!

Entrevista:

1) Quais foram suas motivações para tornar-se um escritor?

R: Eu escrevo desde pequena, então não tive exatamente uma motivação. É algo que faço com constância e naturalidade, então achei que deveria tentar carreira.
2) Sobre o que você mais gosta de escrever?

R: Eu gosto muito de drama.
3) Como surgem as histórias e os personagens?

R: Difícil dizer. Às vezes a ideia vem de uma conversa, de um filme ou livro que vi/li, de alguém que conheço…
4) Você cria uma rotina para a escrita?

R: Não tenho rotina não, escrevo quando sinto vontade.
5) Sua literatura tem a influência de algum escritor/poeta?

R: Diretamente não, mas meus autores preferidos devem influenciar de alguma forma, mais subjetiva.
6) Durante o processo de criação ou na preparação, você tem algum costume ou hábito?

R: Cada livro eu tenho um hábito diferente, no último, por exemplo, só escrevia escutando determinadas músicas. No outro, escrevia mais a mão. Varia bastante.
7) Quanto a suas obras, tem alguma que considere “a mais difícil” para ser escrita?

R: Acho que não. Pra mim, a parte mais difícil de uma obra é a pesquisa, porque não gosto de fazer.
8) Qual a importância da literatura em sua vida, na vida das outras pessoas? Ela pode influenciar uma nação?

R: A literatura tem um papel muito importante na formação da subjetividade humana, isso é inegável. Pra mim, sempre foi um momento em que posso viajar por outros mundos, pensar em outras coisas. Não sei se a literatura pode influenciar uma nação, pois há muita gente diferente dentro de uma, mas com certeza pode trazer muitos benefícios a uma parte dela.

Um pouco mais sobre Cecilia Mouta:

Cecília Mouta nasceu no dia 7 de Maio de 1993 em uma pequena cidade do estado do Rio de Janeiro e desde pequena sempre mostrou grande interesse em escrever. Atualmente mora no Rio de Janeiro e está formada em Publicidade e Propaganda pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio). Além de romances, gosta de escrever roteiros, poesias e composições. Apaixonada por música, toca violão e estuda piano. É a autora de “O Colecionador de Borboletas” (Novo Século, 2012).

 

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Entrevista com a autora Cinthia David

Entrevista com a autora Cinthia David

Bom dia!

Para fechar o ano com chave de ouro teremos um trio de entrevistas para a Coluna Autor da Semana.

A Primeira é da Autora Cinthia David.

Então, vamos lá!

Entrevista:

1) Quais foram suas motivações para tornar-se um escritor?

R: Coragem, eu só precisei ter coragem de expor minhas ideias. Desde criança eu sou imaginativa, vivo mais no mundo da lua do que na Terra. Crio histórias como ando, como e durmo ¬— é natural. Na adolescência, eu tentei matar esse meu lado criativo, achei que eu era menos adulta por isso, então deixei para lá. Quando conheci um site de fanfics, resolvi postar lá e as opiniões dos leitores foram meu combustível.
2) Sobre o que você mais gosta de escrever?

R: Histórias sobrenaturais e fantasia. Tenho projetos para vários gêneros distintos, mas percebo que a minha tendência é mais para o terror ou suspense sobrenatural.
3) Como surgem as histórias e os personagens?

R: Quando eu estou despreparada rs
Faço teatro há alguns anos e aprendi a prestar atenção em volta, nos mínimos detalhes, pois tudo pode ser objeto de criação. Usei isso também para os livros. Minhas ideias surgem a qualquer hora, algumas eu preciso pensar mais para ter algo sólido, outras, aparecem de repente e tão nítidas e completas que tudo o que tenho que fazer é passar para o papel. Os personagens são um pouco mais trabalhosos, preciso traçar o perfil psicológico e a linha da vida, não consigo criar sem colocar isso no papel.
4) Você cria uma rotina para a escrita?

R: Deveria. Chegamos ao meu ponto fraco. Sou péssima com a regularidade da escrita. Geralmente eu trabalho com pequenos períodos no meu tempo livre, entre um turno e outro de trabalho, no ônibus ou em alguma sala de espera de médicos. Tem dias que consigo ficar mais de uma hora trabalhando no texto, geralmente de noite; em outros, eu só produzo aqueles vinte minutos durante o almoço.

5) Sua literatura tem a influência de algum escritor/poeta?

R: Não diretamente. Eu leio diversos gêneros e autores e até o momento eu não identifiquei influências específicas de algum. Claro que, dependendo do gênero, eu uso um autor considerado “mestre” para me basear, leio os livros desse autor, prestando atenção em como a história se desenvolve e como são os personagens. Gosto muito de ler Stephen King, Clarice Lispector, Edgard Allan Poe, J.K Rowling e Agatha Christie.

6) Durante o processo de criação ou na preparação, você tem algum costume ou hábito?

R: Colocar tudo no papel. Porém, antes disso, quando uma nova ideia surge,eu escrevo sem me preocupar até esgotar as ideias. Muitas vezes eu crio 30% por inspiração e quando vejo que não dá mais para escrever sem me planejar, pauso e planejo o resto. Nesses momentos de planejamento, produzo imagens, desenhos e capas, para ajudar a imergir na história.

7) Quanto a suas obras, tem alguma que considere “a mais difícil” para ser escrita?

R: Por hora não, tem um projeto de fantasia que dará mais trabalho, mas não comecei a mexer nele ainda. Das que estão prontas ou em andamento, acho que “Billy” pode ser considerado “ mais difícil”. Achei que por se tratar de um livro de cunho pessoal, seria fácil de escrever, mas não foi bem assim. Relembrar coisas é entrar em contato com situações e sentimentos que muitas vezes não estamos preparados para remexer. Apesar de ter que lidar com certos sentimentos durante a escrita, eu quero que as pessoas conheçam essa história, quero que saibam quem foi ele e como ele mudou a minha vida e me tornou na pessoa que sou hoje. Pode um anjo de quatro patas ajudar a formar uma mulher? A resposta é sim e foi exatamente o que ele fez.

8) Qual a importância da literatura em sua vida, na vida das outras pessoas? Ela pode influenciar uma nação?

R: A literatura foi minha janela para o mundo, aprendi a prestar mais atenção ao que está em minha volta e a compreender pensamentos, depois que comecei a ler. Acredito que ela influencia sim uma grande quantidade de pessoas e pode influenciar uma nação inteira. As palavras são a maior forma de domínio que uma pessoa pode ter. Quando lemos, consumimos visões diferentes a cerca das mais variadas situações. Seja livros didáticos, informativos ou de ficção. Quem lê, aprende a interpretar, se abre para novas ideias e situações.

Um pouco mais da nossa entrevistada:

C.David (Cinthia David) nasceu na região do grande ABC no estado de São Paulo. Bióloga formada e professora de Inglês, dedicou-se anos ao teatro, embora ainda não seja profissional, tem interesse em ingressar no curso profissionalizante. Iniciou a carreira literária em 2015, tendo seu primeiro conto publicado em uma antologia independente. Posteriormente, enviou outros contos para diversas antologias e publicou dois deles pela Rouxinol Editora. Caça ou Caçador e Annelis Carvalho – Sapatilhas Quebradas foram publicados nas antologias As Lendas de Colina e Postumus- Relatos Sombrios, respectivamente.
Em 2017, participou da antologia solidária Os animais também vão para o céu, organizada pela Editora Sinna e a autora Camila Pelegrini, com o conto cãobraço. Todo o dinheiro arrecadado com a venda dos livros é doado para duas instituições parceiras, que cuidam de animais em situação de abandono. A autora ficou muito feliz em participar desse projeto.
Além dos variados projetos de romance sobrenatural, este ano, ela se dedica à três antologias, uma como autora convidada ( A Colônia perdida de Roanoke , Editora Darda), uma como organizadora ( Paralisia do Sono) e a mais recente, que Será lançada na bienal deste ano, o conto A Árvore dos enforcados mostra o Peter Pan de um jeito que poucos imaginaram (Antologia Vivendo na Terra do Nunca, Rico Editora).

 

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Entrevista com o autor Robson Gundim

Entrevista com o autor Robson Gundim

Boa noite!

Hoje nosso entrevistado é o autor Robson Gundim.

Espero que gostem tanto quanto eu da entrevista.

Entrevista:

1) Quais foram suas motivações para tornar-se um escritor?

R: A primeira motivação com certeza foi o hábito da leitura, que começou na minha sala de aula. O que era uma obrigação tornou-se um ato prazeroso. Dali por diante só recebi apoio e motivações de amigos e familiares.

2) Sobre o que você mais gosta de escrever?

R: Gosto de escrever histórias desafiadoras, envolvendo personagens que se assemelham a nós como um todo. Amo aventura, suspense e terror. Acredito que a minha marca esteja enraizada no suspense com nuances de aventura e ação.

3) Como surgem as histórias e os personagens?

R: Geralmente as histórias nascem de uma maneira despretensiosa. Após ler um livro empolgante ou assistir a um filme interessante, alguma ideia surge na cabeça. Jogos, quadrinhos e outros materiais semelhantes já me inspiraram muito. Já me aconteceu, também, de sonhar com algumas pessoas que vieram a se tornar os meus personagens. Foi uma experiência maravilhosa.

4) Você cria uma rotina para a escrita?

R: Acredito na força da disciplina e no poder de uma organização para a escrita. Quando começo uma nova história, me dedico totalmente a ela em um período de três a quatro meses, sempre escrevendo na madrugada (que é o melhor período para mim, em virtude do silêncio e da imersão que o horário me causa), e atingindo uma meta diária de duas a três mil palavras.

5) Sua literatura tem a influência de algum escritor/poeta?

R: Comecei a escrever por causa dos livros do Marcos Rey, Fernando Sabino e Agatha Christie. Hoje posso dizer que alguns dos maiores influenciadores para o meu processo criativo são a própria Agatha, H.P. Lovecraft, Stephen King, Dean Koontz e os roteiristas Quentin Tarantino (também diretor de cinema) e François Bourgeon (também quadrinista).

6) Durante o processo de criação ou na preparação, você tem algum costume ou hábito?

R: Silêncio total. Raramente ouço alguma trilha sonora (quando acontece, ouço algo do Ennio Morricone, James Horner, Ludovico Einaudi, etc). Wifi desligado e distanciamento do mundo real é de lei.

7) Quanto a suas obras, tem alguma que considere “a mais difícil” para ser escrita?

R: Tem uma série de livros que pretendo relançar algum dia no mercado, chamada “Os Companheiros do Vento” (antes se chamava “Entre o Céu e o Mar”). Acredito que escrever esses livros exigiu muito de mim no que diz respeito a estudo, devido aos fatos históricos contidos nas obras; pirataria do séc. XVII, as grandes navegações, os navios negreiros, etc. Procuro sempre estudar e me dedicar aos assuntos que abordo em meus livros. No caso desta série, apesar da dificuldade, foi um trabalho maravilhoso e enriquecedor.

8) Qual a importância da literatura em sua vida, na vida das outras pessoas? Ela pode influenciar uma nação?

R: Fui uma criança solitária, abraçada pelos livros. A literatura começou como um escape na minha vida. Ela me libertou. Já li diversos relatos de pessoas que também se sentiram “salvas” pelas páginas de uma boa história. Se ela é capaz de salvar vidas, evoluir mentes e ajudar na construção de pensamentos sociais, com toda certeza ela pode influenciar uma nação.

 

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Um pouco mais sobre o autor:

Robson Gundim é natural de Gandu, interior da Bahia. Atualmente reside em Vitória da Conquista. É estudante universitário de cinema, desenhista, escritor e também trabalha com arte em estampas de camisas. É assumidamente apaixonado por livros lovecraftianos e filmes tarantinescos. Autor de Sacanas do Asfalto, O Canto da Valquíria, Enquanto Eles Não Vêm e da série Entre o Céu e o Mar, também participou das antologias O Último Dia Antes do Fim do Mundo, The King, Amores Impossíveis, Universos Extraordinários e As Crônicas da Goécia.

Entrevista com a autora Fernanda Jhones

Entrevista com a autora Fernanda Jhones

Bom dia! Hoje a Coluna Autor da Semana traz a entrevista com a autora Fernanda Jhones.

Espero que fiquem felizes em conhecê -la melhor!

Entrevista:

1) Quais foram suas motivações para tornar-se um escritor?
R: Escrever sempre foi uma forma de escape pra mim. Eu usava as palavras escritas para falar o que eu não conseguia expressar de outra maneira. Primeiro com pequenos poemas, depois com inícios de romances, até os contos e os livros que concluí. Escrever faz parte de quem eu sou como pessoa e das minhas necessidades.

2) Sobre o que você mais gosta de escrever?
R: Gosto de escrever sobre histórias que podem ser reais, sobre personagens que poderiam ser qualquer pessoa, que façam o leitor se identificar. Acredito que a literatura possa sempre produzir algo de bom e procuro que meus livros tragam alguma mensagem que eu acredito.

3) Como surgem as histórias e os personagens?
R: Cada livro tem um começo diferente em minha cabeça. Tenho histórias que surgiram de músicas, outras que surgiram de pessoas reais e suas histórias, outras que vieram do nada, como se já existissem em um mundo paralelo e apenas estivessem esperando para surgirem em minha mente. Creio que o melhor material que um escritor pode ter é observar em sua volta e perceber como a vida é cheia de boas ideias.

4) Você cria uma rotina para a escrita?
R: Quando estou no processo de um livro específico, gosto de escrever logo que acordo, mas isso muda muito, então não sigo uma rotina específica, apenas tenho meus hábitos como escrever sempre com música, fazer a sinopse antes de tudo (mesmo que mude depois) e ter um caderno de anotações em que faço resumos e apontamentos a respeito da história. Quanto aos horários e lugares para escrever, isso muda bastante.

5) Sua literatura tem a influência de algum escritor/poeta?
R: Sempre somos pedaços de quem lemos. Então os bons escritores, os meus preferidos, acabam sempre sendo um alvo do que quero me tornar enquanto profissional, mas estilo de narrativa e de construção, eu sigo meu ritmo e faço como acredito.

6) Durante o processo de criação ou na preparação, você tem algum costume ou hábito?
R: Ouvir música, então todos os meus livros têm playlist. Anotar fatos, detalhes, resumos de capítulos. Fazer a sinopse antes de começar a escrever e dar um título, mesmo que mudem depois. Acho que basicamente isso.

7) Quanto a suas obras, tem alguma que considere “a mais difícil” para ser escrita?
R: O livro que estou escrevendo agora é um livro difícil, pois aborda o tema do luto e do autoconhecimento, e acabou se tornando um livro maior do que os que eu costumo escrever, então demanda um tempo maior de trabalho. Estou ansiosa para concluí-lo e sentir que superei mais uma barreira.

8) Qual a importância da literatura em sua vida, na vida das outras pessoas? Ela pode influenciar uma nação?
R: A literatura pode mudar pessoas e isso soa clichê, pois tem uma frase que diz isso, mas é a verdade. Quando lemos, nos identificamos, repensamos uma série de coisas, isso nos muda. Alguns livros se tornaram o primeiro passo para que eu pudesse rever partes da minha vida e isso é incrível! Não é segredo pra ninguém que durante o nazismo muitos livros foram queimados e proibidos, pois os nazistas sabiam do poder que os livros têm. Então eu realmente acredito que ler leva as pessoas além. Em um país como o Brasil que a população de maneira geral lê muito pouco, nós podemos muitas dificuldades que enfrentamos e que uma nação com maior cultura e conhecimento poderia evitar. Então, sim, eu acredito no poder da literatura.

 

Um pouco mais de Fernanda por ela mesma:

Eu sou uma apaixonada por histórias e pessoas, minha primeira escolha então foi a Psicologia, as palavras sempre fazendo meu mundo ter mais sentido, palavra cantada, escrita, falada, eu amo qualquer tipo de arte. Sou uma boba que chora com dramas de amor, amo finais felizes e clichês românticos, gosto de torcer por personagens que só existem na minha imaginação e passo horas em mundos variados, criando-os ou conhecendo-os pela voz de outros. Escrevo porque preciso e não saberia viver sem isso. Artigos, reflexões, frases, contos, poesias, romances, são todos os meus pedaços que dou ao mundo. Tenho quatro livros publicados na Amazon: Ímã de Traste, Venenosa, Três Verões e Confissões de um traste, além de diversos contos também. Sou mãe de uma lady peluda que se chama Belle e tenho um marido lindo chamado Deivid Jhones, de quem roubei o sobrenome. Nasci na terra do acarajé, mas moro na cidade do bolo de rolo. Prazer, eu sou a Fê!

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Entrevista com o autor B.R. Peruzzo

Entrevista com o autor B.R. Peruzzo

Olá leitores do Blog Prosa e Letras. Tudo bem com vocês? Então, prazer para quem não me conhece e “oizão” pra quem já ouviu falar de mim (risos).

Eu sou o B. R. Peruzzo, um escritor gaúcho nascido em 1996. Desde novo, tenho uma imensa paixão pela escrita e pela leitura e venho criando minhas próprias histórias. Moro em Caxias do Sul com meus pais e minha linda Chow-Chow. Sou extremamente apaixonado por uma pessoa aí (risos) e tenho minha irmã como uma grande amiga e apoiadora.

A Guardiã é meu primeiro livro e o início da saga Diários de Extermínio.
Fico feliz por estarem aqui para conhecer um pouco mais sobre minha história e carreira, e espero que possamos ser grandes amigos.

Então, começo agradecendo ao Blog Prosa e Letras pela oportunidade!

Vamos lá então:

Entrevista

1) Quais foram suas motivações para tornar-se um escritor?

R: Eu amo escrever! Simplesmente isso. Eu escrevo desde novo, e escrevo muito. Sou apaixonado por isso. E acabei pegando inspiração em alguns livros e autores pelos quais me apaixonei ao longo dos anos. Eles tocaram meu coração com a escrita, e eu tive o sonho de tocar o coração das pessoas com minhas histórias também.
Não ligo para a fama ou para o dinheiro que um dia eu possa ter. Eu me importo com as pessoas que vão ler meus livros. Eu quero que elas gostem do que venham a ler. Pois eu amo isso, e quero que elas amem também. Quero aquecer o peito delas com histórias. E foi esse desejo e essa paixão que me motivaram a ser escritor.

2) Sobre o que você mais gosta de escrever?

R: Coisas que não existem (risos). Poxa! Eu amo ficção, distopia e afins. Gosto de fugir da realidade enquanto trago uma mensagem para as pessoas. Escrevo histórias que fogem da nossa realidade física, trazendo personagens em mundos pós-apocalípticos ou dominados por extraterrestres, mas sem escrevo histórias que estão dentro de nossa realidade social, mostrando como devemos salvar o mundo todos os dias. Amo trazer essas mensagens para as pessoas. Quem sabe um dia eu consiga ajudar a salvar o mundo também?

3) Como surgem as histórias e os personagens?

R: Isso é algo que a maioria das pessoas acha estranho (risos), mas tudo começa com um título surgindo aleatoriamente em minha mente. Depois disso, minha imaginação simplesmente entra em ação e tudo começa a se formar. Início, meio e fim. Mas a história só ganha vida mesmo quando eu sento e escrevo, que daí sim eu desenvolvo cada detalhe conforme o universo que escrevo vai criando vida.

4) Você cria uma rotina para a escrita?

R: Infelizmente hoje, devido ao meu trabalho secular, estudos e rotina extremamente corrida não possuo uma rotina voltada exclusivamente para a escrita. Eu faço isso em meu tempo livre, dividindo entre jogos de videogames, séries, filmes, leituras, estudos… Para que eu possa fazer de tudo um pouco.

5) Sua literatura tem a influência de algum escritor/poeta?

R: O que escrevo tem a influência, mesmo que indiretamente de TUDO que eu já li. Como assim? Simples. Os livros que eu já li estão no meu coração e eu me inspiro naquelas palavras, nas mensagens boas que me trouxeram para passar isso para as pessoas também.

6) Durante o processo de criação ou na preparação, você tem algum costume ou hábito?

R: Eu como (risos) e muuuuito. Existe algo melhor que comer? É muito bom comer. E quando escrevo, é como se estivesse se passando um filme em minha mente, então eu imagino que estou vendo TV e mastigo o que encontro pela frente (muitos risos).

7) Quanto a suas obras, tem alguma que considere “a mais difícil” para ser escrita?

R: Sim. O atual livro que estou escrevendo, chamado Refúgio, sem duvida é o mais difícil devido à carga psicológica que ele traz. Tenho de escrevê-lo com acompanhamento médico, pois o livro contém cenas fortes e chocantes. Mas sei que no final, valerá a pena.

8) Qual a importância da literatura em sua vida, na vida das outras pessoas? Ela pode influenciar uma nação?

R: Em minha opinião apenas a leitura e a escrita podem salvar essa população doentia que existe hoje. Ela tem o poder de influenciar o mundo se assim ela quiser. E os escritores tem o dever de salvar o mundo com as palavras. E os leitores são o inicio de tudo isso.

 

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Especial Proclamando a Literatura Nacional

Especial Proclamando a Literatura Nacional

Boa noite!

Neste feriado de Proclamação da República, viemos Proclamar a Literatura Nacional.

E para isso, entrevistamos a nossa parceira autora Jussara Souza.

Vamos saber um pouco mais sobre ela e o papel da literatura por seus olhos.

Entrevista:

1) Qual a importância da literatura em sua vida, na vida das outras pessoas? Ela pode influenciar uma nação?
R: A leitura transforma as pessoas, as tornam mais questionadoras. Não há dúvida que influencia. Pena que nós somos uma nação de poucos leitores. Ainda!…assim eu rezo (riso). Através da escrita você pode conhecer lugares diferentes, sem sair de casa. Além de experimentar uma série de emoções num mesmo livro: amor, compaixão, raiva, alegria, etc. Outro dia estive na Dinamarca, “viajei” através do livro “O Segredo da Dinamarca”, da autora divertidíssima Helen Russell. O país já está na minha lista de sonhos/desejos para conhecer.

2) Quais foram suas motivações para tornar-se um escritor?
R: Quando criança eu adorava ler e escrever. Costumava pegar os livros da minha irmã escondido, escrevia em diários. Até ganhei um concurso de redação da Secretaria de Meio Ambiente de Belo Horizonte aos 9 anos de idade. Mas tudo isso foi sendo “sufocado” pelo passar do anos. Cresci e deixei o meu “propósito” em segundo plano. Foi então que, em 2015, passei por um processo de transformação pessoal e redescobri a escrita.

3) Sobre o que você mais gosta de escrever?
R: Atualmente escrevo sobre auto ajuda, desenvolvimento pessoal. O meu primeiro livro é um relato divertido sobre a minha fase de transição. De uma vida insatisfeita para uma outra de realizações.

Meu segundo livro – Descubra seu propósito, publicado pela Editora Vozes e lançado na Bienal do Rio em Agosto de 2019, é mais profundo. Nele, conto em detalhes as ferramentas que usei para descobrir o meu propósito de vida. Senti que precisava compartilhar com as pessoas tudo que aprendi a respeito, e que é possível sim deixar uma vida de insatisfação e se dedicar àquilo que ama.

4) Como surgem as histórias e os personagens?
R: Dos livros que leio, filmes, documentários, cursos, observando as pessoas ao meu redor, pesquisa, minha transição de vida, são exemplos de “ferramentas” que me respaldam na construção de uma obra.

5) Você cria uma rotina para a escrita?
R: Crio sim. E divido essa rotina com os leitores no segundo livro. Costumo reservar o período da manhã para a escrita – das 9:00h ao 12:30h. É o momento que eu me sinto mais inspirada. Apesar de sentar para escrever mesmo sem inspiração. Se estou trabalhando em um novo livro, com meta estabelecida para finalizar, continuo depois do almoço – das 14h até às 17:30h. Me isolo totalmente. Faço somente o que é prioridade. Se não tenho nenhum livro programado, escrevo de manhã “ideias” para um próximo livro ou textos para o site, e reservo a tarde para outras atividades da escrita e pessoal.

6) Sua literatura tem a influência de algum escritor/poeta?
R: Gosto muito de romances, mas tenho lido poucos. Adoro os romances da Janet Dailey. Os personagens são fortes, impactantes. Adorava Sidney Sheldon na adolescência. Paulo Coelho e Stephen King são grandes fontes de inspiração devido a disciplina, a dedicação e, claro, o sucesso de seus livros.

7) Durante o processo de criação ou na preparação, você tem algum costume ou hábito?
R: O primeiro livro não tinha nem conhecia nenhuma técnica. Apenas fui escrevendo. Enquanto trabalhava nele me dediquei a aprender formas de otimizar a minha escrita. Por isso, no segundo livro, ficou muito mais fácil. Montei uma estrutura de capítulos, relacionei os assuntos a serem abordados, os livros a serem lidos. Foi um trabalho mais organizado.

8) Quanto a suas obras, tem alguma que considere “a mais difícil” para ser escrita?
R: Os Opostos se Distraem foi mais difícil que este segundo. Acredito que devido o processo de transição de vida, de profissão.

Para entender melhor a nossa entrevistada:

JUSSARA SOUZA é formada em administração e pós graduada em Controladoria. Trabalhou por mais de 10 anos na área financeira de grandes empresas. Em 2015, com dúvidas no relacionamento e no trabalho, decidiu dar uma guinada na sua vida e tornar-se escritora.

Adora bichos, tem três vira-latas que são tratados como filhos, e tenta ajudar o marido a fazer menos listas de tarefas. É autora de Os Opostos se Distraem.

 

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Entrevista com a autora Anny Mendes

Entrevista com a autora Anny Mendes

Boa noite!

Hoje trazemos mais uma entrevista da Coluna Autor da Semana.

É sempre bom divulgar a literatura nacional.

Vou deixar que a autora se apresente:

Anny Mendes:
Paulista – nascida em Santo André – SP, apaixonada pela cidade de São Paulo. Atualmente morando em São Luís – MA.
Incentivada pela mãe, assim que aprendeu a ler passou a viajar nas histórias. Os livros tornaram-se seu vício.
Pedagoga, enquanto dedicou-se a ensinar, alimentou a esperança de um dia poder fazer o que sempre sonhou – escrever.
Em agosto de 2016, conseguiu organizar sua vida e deu início ao seu primeiro livro. A história fluiu livremente, soltando da gaiola o que ficou preso por anos. Divide seu tempo em ensinar, ler e escrever. Nas horas vagas assiste a filmes e séries, além de namorar o esposo, que tanto ama.

Vamos conhecê-la um pouco mais na entrevista:

1) Quais foram suas motivações para tornar-se um escritor?

R: Desde muito cedo, assim que comecei a ler, minha mãe me incentivou. Sempre estava lendo. Os livros tornam-se meu vício. Viajar nas histórias me mostrou o quanto seria interessante criar as minhas.

2) Sobre o que você mais gosta de escrever?

R: Romances, acho que não conseguiria escrever outro gênero, apesar de ter bastante drama e suspense em meus livros.

3) Como surgem as histórias e os personagens?

R: A convivência com as pessoas, a vida. Todas às famílias têm alegrias, dificuldades, brigas, doenças, enfim, minha inspiração vem da vida real.

4) Você cria uma rotina para a escrita?

R: Tento, porque ainda não posso me dedicar somente a esse ofício, portanto, conciliar os horários é um dos maiores desafios. Consigo escrever melhor no período da manhã.

5) Sua literatura tem a influência de algum escritor/poeta?

R: Vários, como sou uma leitora compulsiva, procuro pegar o melhor de cada um para criar o meu próprio estilo de escrita.

6) Durante o processo de criação ou na preparação, você tem algum costume ou hábito?

R: Faço muitas pesquisas, como meus livros abordam temas polêmicos como: drogas, abuso sexual, síndrome do pânico, homossexualismo, entre outros; tenho que fazer muitas pesquisas. Gosto de fazer anotações quando leio ou assisto algo que vá me ajudar na construção da minha história. Um hábito muito forte quando estou escrevendo: preciso ouvir música.

7) Quanto a suas obras, tem alguma que considere “a mais difícil” para ser escrita?

R: Estou escrevendo uma obra no wattpad – Não posso ficar – , antes de lançar na Amazon, e estou com dificuldades, pois, como a Trilogia Recomeço tomou muito tempo da minha vida, tinha receio de não conseguir escrever outra história marcante. Contudo, meu receio está se dissipando, os leitores estão adorando. Minha maior preocupação era ter uma história completamente desvinculada da Trilogia Recomeço. Não queria ser autora de uma história só… rsrsrs… estou conseguindo.

8) Qual a importância da literatura em sua vida, na vida das outras pessoas? Ela pode influenciar uma nação?

R: Não existe caminho melhor do que a literatura, para o crescimento de uma nação. O nosso país precisa acordar e entender que a base está na educação, e a literatura é parte integrante dela. A literatura abre seu campo de visão. Faz você conhecer o mundo.

 

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Homenagem ao Dia Nacional do Livro

Homenagem ao Dia Nacional do Livro

Não consigo imaginar o Dia Nacional do Livro, sem pensar em autores nacionais.

Por isso, trouxe uma breve entrevista com autora Fernanda França.

1) Quais foram suas motivações para tornar-se um escritor?

R: Oi, pessoal, tudo bem? 😉
Eu sempre quis ser escritora. Primeiro acabei me tornando jornalista, mas nunca abandonei o desejo de escrever livros. Eu queria escrever histórias que tocassem o coração das pessoas. Eu escrevo pensando nos leitores.

2) Sobre o que você mais gosta de escrever?

R: Comédia romântica, com certeza!
Os meus livros publicados são todos romances com uma pitada de humor.
“9 Minutos com Blanda” traz uma advogada atrapalhada que sonha em ser pintora; “Malas, Memórias e Marshmallows” tem Mel como protagonista, uma jornalista que viaja pelos Estados Unidos de carro. No livro seguinte, “Bolsas, Beijos e Brigadeiros”, Melissa volta a viajar, dessa vez para a Europa em uma aventura com muita amizade e romance. Em “O Pulo da Gata” conhecemos a veterinária Maggie May, que tem muitos contratempos antes de dar o “grande pulo”. E “O Livro Delas” é um livro de contos que escrevi com outras autoras maravilhosas. O meu conto se chama “Eu vou te esperar” e é minha primeira distopia, mas é um romance também.

3) Como surgem as histórias e os personagens?

R: Nos lugares mais inusitados! (risos)
Andando, na espera de um consultório, em um banheiro público… Sempre é hora de conhecer um novo personagem e uma nova história.

4) Você cria uma rotina para a escrita?

R: Quando estou no processo de escrita, sim, escrevo todos os dias no mesmo horário. Mas escrever um livro tem muitos momentos: a pesquisa, a escrita, a revisão, a revisão de novo e a revisão mais uma vez (risos). Mas durante o processo de escrita eu procuro escrever todos os dias.

5) Sua literatura tem a influência de algum escritor/poeta?

R: Acho que todos somos um pouco de tudo o que amamos. Todos os meus escritores preferidos estão em mim e são minhas influências, mesmo que não escrevam o mesmo gênero que eu. Por exemplo: Maurício de Sousa e Ziraldo são dois de meus preferidos. E eu sei que só sou escritora hoje porque os li quando era criança.

6) Durante o processo de criação ou na preparação, você tem algum costume ou hábito?

R: Escrevo de madrugada, sempre no computador. Para as ideias soltas e quando estou fora de casa, escrevo a lápis em um caderninho. Gosto de silêncio e só coloco música quando escrevo algumas cenas especiais, como as cenas mais românticas.

7) Qual a importância da literatura em sua vida, na vida das outras pessoas? Ela pode influenciar uma nação?

R: Um livro pode mudar a história de uma pessoa e uma pessoa pode mudar o mundo. Acredito nisso. O livro é a chave para a mudança que precisamos. Na minha vida, é tudo: minha profissão, meu lazer, minha paixão, meu ar.

 

Sobre a autora:

Fernanda França é jornalista, escritora e preparadora de textos. Pós-graduada em Comunicação Jornalística pela Cásper Líbero e com cursos de especialização pelo Knight Center for Journalism in the Americas, da Universidade do Texas, EUA, trabalhou por doze anos como repórter em rádio, sites, revistas e jornais. É autora de cinco livros: O Pulo da Gata (Planeta), Bolsas, Beijos e Brigadeiros (Planeta), O Livro Delas (com outras autoras, Rocco), Malas, Memórias e Marshmallows (Rai) e 9 Minutos com Blanda (Rai). É paulistana, mas mora no interior de São Paulo com o marido, o filho, a filha e três gatos. Mantém contato com os leitores por meio de seu site http://www.fernandafranca.com.br e das redes sociais. Facebook: http://www.facebook.com/ferfranca e Instagram: @fernandafranca.

 

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Entrevista com a autor Fábio H. Canata

Entrevista com a autor Fábio H. Canata

Hoje a Coluna Autor da Semana traz a entrevista com o autor Fábio Henrique Canata.

Um pouco sobre o autor:

Meu nome é Fábio Henrique Canata, em 2011 passei a assumir o pseudônimo F.H.Canata quando comecei a publicar minhas poesias. Tenho 27 anos, nasci em Las Piedras no Uruguai, filho de pai uruguaio e mãe brasileira, vim para o Brasil ainda com sete meses de vida morar numa cidade do interior paulista chamada: Limeira. Aos 16 comecei a escrever contos para um projeto escolar, logo depois comecei a escrever poesia. Aos 17, meu primeiro poema “Piano sem Pianista” foi publicado num livro de antologias poéticas em 2012. No mesmo ano, meu conto Crise Adolescente foi cedido á UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) para ser debatida em sala de aula sobre o tema “suicídio” pelo então professor de literatura Jander Araujo. Atualmente dedico minha escrita aos romances policiais e o primeiro deles “De volta à Cidade do Medo”.

Entrevista:

1) Quais foram suas motivações para tornar-se um escritor?
R: Eu sempre tive uma mente muito criativa para inventar histórias. Lembro-me que na infância, morava num sítio onde eu crescia me imaginando no meio de dragões, cavalos alados, subir em uma árvore era na minha imaginação, escalar castelos para salvar a princesa em apuros. Logo depois, com o período escolar, vi na escrita, uma forma de criar esses mundos, essas histórias e tantas outras. Acho que essa é a maior motivação que me levou a ser escritor. Essa vontade de sair um pouco da realidade e dar vida a imaginação, dar vida a histórias, personagens, lugares e afins.

2) Sobre o que você mais gosta de escrever?
R: O que eu mais gosto de escrever são romances policiais. É onde eu mais me entrego no processo de escrita, do começo ao fim eu literalmente vivo a história toda na minha cabeça antes de passa-la para o papel.

3) Como surgem as histórias e os personagens?
R: Para mim as histórias surgem de uma maneira muito natural. Eu já escrevi contos e poesias sentados em ponto de ônibus, enquanto os esperava, já acordei de madrugada e corri anotar um sonho que tive e que já de cara me pareceu ser uma boa história para escrever. Eu simplesmente deixo acontecer. Já os personagens são baseados em pessoas do dia a dia que conheço de vista, amigos e até mesmo desconhecidos. Eles me dão as características físicas que eu procuro detalhar sobre o personagem e então eu começo a desenvolver a criação da personalidade do personagem de uma maneira à parte. Mas no geral as características físicas dos meus personagens são baseadas em pessoas do meu dia a dia.

4) Você cria uma rotina para a escrita?
R: Eu crio uma rotina para a escrita, mas sem forçar. Mas tenho hábitos de escrever de quatro a seis horas por dia, sempre num horário pré-determinado e raramente só num caso de inspiração súbita fujo dessa rotina. Mas se eu não me sinto bem, se a inspiração não está fluindo, se eu noto que não estou no clima, eu paro e deixo para o dia seguinte.

5) Sua literatura tem a influência de algum escritor/poeta?
R: Sim, tem sim. A minha poesia tem como grande inspiração Fernando Pessoa e todos os seus heterônimos em especial o “revoltado e crítico” Álvaro de Campos. No Romance policial eu sempre me inspiro nos dois maiores nomes de todos os tempos do gênero em questão: Agatha Christie e Sir Artur Conan Doyle e sempre que posso gosto de citar em meus livros os dois maiores detetives de todos os tempos: Hercule Poirot e Sherlock Holmes dos respectivos autores citados.

6) Durante o processo de criação ou na preparação, você tem algum costume ou hábito?
R: Acho que único costume que tenho tanto na criação quanto na preparação é o silêncio. Eu fico em silêncio durante todo o tempo, nada de música, celular, porque o silêncio me ajuda a manter o foco, me deixa completamente centrado e entregue ao processo de escrever.

7) Quanto a suas obras, tem alguma que considere “a mais difícil” para ser escrita?
R: O Romance Policial, sem dúvidas. Você tem que desenvolver uma escrita que instigue seu leitor, deixando pistas no decorrer do livro, mas preservar ao máximo o segredo a ser revelado só no final. E é um processo de escrita complicado, prazeroso, mas complicado, não pode haver pontas soltas, o cuidado para revelar sem de fato revelar muito, porque a ideia é fazer o leitor ter uma surpresa no final da leitura e não se sentir frustrado com um “Ah eu já sabia” então pra mim, que escrevo contos, crônicas e poesia além dos romances policiais, eles são sem dúvida alguma os mais difíceis.

8) Qual a importância da literatura em sua vida, na vida das outras pessoas? Ela pode influenciar uma nação?
R: Na minha vida ela tem uma importância gigantesca. Eu cresci lendo livros, nacionais, estrangeiros, livros de poesia, romances policiais, romances de época, best sellers, adentrei em livros de psicologia, história, história política, sociologia. A literatura não só me ensinou a encontrar um lugar para descontrair e me deixar levar para um outro lugar na imaginação das páginas, como formou minha opinião sobre muitos assuntos na vida real, me fez até rever meu modo de pensar e agir diante de determinado fato ou situação. E na vida de outras pessoas eu penso a mesma coisa. A literatura não é só uma arte e um conjunto de obras escritas, mas sim uma maneira de ampliar e expandir seus horizontes, de você ver, estar e sentir coisas novas a cada livro e tirar de cada um dele, dos romances de bancas aos mais renomados, uma vivência e um conhecimento em especial.
E eu acho e acredito sim que a literatura pode influenciar uma nação. O grande Monteiro Lobato foi conciso e preciso ao dizer que “Um país se faz com homens e livros” e eu acredito sim que a literatura tenha o poder benéfico de mudar uma nação.

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